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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Toyota Hilux 2012 Flex


A Toyota ataca no segmento das picapes grandes com uma Hilux equipada com motor 2.7 16V flex capaz de gerar 158 cv com gasolina e 163 cv com etanol. Trata-se do maior propulsor quatro cilindros bicombustível em produção no mundo. E isso não é e nem deve ser motivo de orgulho ou assunto para exaltar em propagandas, tanto que a fabricante mantém o pé no chão e, para não arriscar a pele de seu produto, não divulga informação alguma sobre consumo.
Mas não adianta, o consumo desta Hilux é assustador. Se o marcador de consumo instantâneo passar dos 10 km por litro (mesmo com gasolina) aposte na Mega-Sena, pois é um momento de rara sorte a bordo deste gigante de 1.700 kg. Durante a avaliação, o modelo, abastecido com etanol, esboçou marcas na ordem de 4 km/l em trânsito urbano e meros 6,5 km/l na estrada, segundo números do computador de bordo, sempre respeitando os limites de velocidade máxima das vias.
A atual geração da picape, que no final de 2011 ainda recebeu um facelift, foi um modelo pioneiro em estilo, conforto e capacidades no mercado brasileiro. Quando chegou ao País, em 2005, relegou os modelos Ford Ranger e Chevrolet S10, então nas linhas anteriores e líderes de mercado, às trevas da tecnologia e design da categoria. Mas o tempo passou e a Toyota pouco fez neste período, diferentemente de seus concorrentes, que, inspirados no modelo japonês, criaram produtos superiores. Em outras palavras, a Hilux parou no tempo.
O design da carroceria e cabine é o que se pode chamar de espartano, com elementos simples e materiais de acabamento que já não agradam como antigamente. A reforma estética da linha 2012 até entregou uma sobrevida ao modelo, que ficou parecido com o sedã de luxo Camry, mas comparado aos principais rivais o veículo da Toyota fica para trás.

O ideal para picapes é o motor diesel, pois ele tem mais torque em giros baixos e o combustível queima de uma maneira mais econômica (passa fácil dos 10 km/l), mas o veículo se torna muito mais caro. A Hilux SR diesel custa R$ 114.310, uma diferença de R$ 29.390 para o modelo flex. Tal cifra, porém, ainda é superior à praticada por GM e Ford com os novos modelos S10 e Ranger.
Sendo assim, a Hilux flex é um veículo que absorve combustível de forma abusiva, é mais cara que os concorrentes, está defasada em design e tecnologia e tem custo de manutenção alto. Ainda assim continua sendo um Toyota, uma marca que preza pela qualidade e pelo pós-venda. Compensa por um lado, pelo tratamento da marca com o cliente, mas passa longe quando o assunto é performance. Que venha logo a próxima geração! 






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