Equipado exclusivamente com motor 1.6 16V flex de 111 cv de potência (com etanol) a 5.600 rpm e 15,1 kgfm de torque a 4.000 rpm, o Versa não lembra em nada o March no visual – aliás, chamá-lo de “March sedã” para um funcionário da Nissan é quase uma provocação. As linhas da carroceria são visivelmente mais trabalhadas e o porte não é nem comparável ao do hatch.
Por fora, é possível notar o esforço dos designers para diferenciá-lo: a dianteira é completamente diferente, com faróis que avançam no sentido do para-brisa, à la Peugeot, e grade maior com moldura cromada. A traseira era o maior ponto de discussão entre quem via o carro pela primeira vez: alguns gostaram da retaguarda mais avantajada e das lanternas que também invadem os para-lamas, mas outros acharam as linhas “poluídas” demais. Mas, como sempre quando o assunto é design, trata-se de um ponto mais que subjetivo.
Dirigir o Versa é provar um pouco da tecnologia japonesa em carros de entrada. O comando variável de abertura das válvulas (CVVTCS, ou Continuosly Variable Valve Timing Control System), por exemplo, é um item que só costuma estar presente em modelos como o Honda Civic.
A função dele é simples: alterar o tempo de abertura das válvulas para que o carro possa render melhor em altas ou baixas rotações – comandos de válvulas convencionais são “fixos” e buscam um compromisso intermediário.
Isso faz com que o Versa seja esperto ao sair de uma lombada ou encarar uma subida com três pessoas a bordo e não negue fogo quando você quiser esticar as marchas. O problema é que aí você escutará mais ruídos do motor do que deveria, uma das poucas deficiências do sedã.
PREÇO: 35.490

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