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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CITROËN DS5


DS é considerado um dos automóveis mais fabulosos da história. O Citroën de luxo da década de 1950 ousou ao adotar suspensão pneumática quando muitos carros da época ainda usavam mecanismos oriundos de carruagens, isso sem falar no design inconfundível.
Seis décadas depois, a fabricante francesa decidiu transformar o mito em marca com a linha DS de modelos premium. O grande problema é que em vez de tecnologia de direção a Citroën tem investido em modelos preocupados em mostrar adereços estéticos cuja utilidade não chega a ser das maiores.
O primeiro desses carros é o DS3, que usa a base do C3 com carroceria mais esportiva. O segundo a chegar ao Brasil é o DS5, lançado nesta semana, deixado o irmão do meio, o DS4, para o início de 2013.
Em relação aos dois, o DS5 traz uma vantagem: seu design é tão diferente que não há como relacioná-lo com os veículos convencionais da marca - o DS4, aliás, é o que mais se assemelha à sua cara metade, o C4.
A posição de dirigir é correta e a profusão de botões impressiona. Segundo a montadora, cada botão tem apenas uma função, na tentativa de simplificar as ações. Entre os bancos, fica o "mouse" de comando do sistema multimídia e ladeado a ele, os acionadores dos vidros além da trava central e o freio de estacionamento elétrico. À frente desse conjunto fica a manopla do câmbio automático de seis marchas que não inclui borboletas atrás do volante. O painel central, por sua vez, é a prova do anti-minimalismo: misturam-se de forma irregular acionadores circulares, retangulares, mostradores digitais e o painel de LCD, sem falar no tal relógio analógico e o botão de partida elétrica.
O cluster (painel de instrumentos) é dividido em três mostradores, cheios de efeitos dignos do Natal. No centro, o velocímetro é o mais convencional, já o conta-giros troca o ponteiro por uma sequencia de barrinhas pouco intuitiva. No lado direito está outro painel que mostra o computador de bordo, entre outras funções.
Os franceses ainda não chegaram ao refinamento mecânico dos alemães, isso é fato. Tanto assim que a melhor parte técnica do DS5 é o motor THP, uma cria conjunta com a BMW (cuja sensação é de ter sido 99% trabalho alemão). O câmbio automático também cumpre com folga sua missão mas vez ou outra procuramos as borboletas atrás do volante. Uma pena.
A Citroën optou por trazer o DS5 com motor de 165 cv quando existe uma versão de 200 cv na Europa. Mas o carro anda bem mesmo mais pesado que o DS3 (que também adota o mesmo motor). Na estrada, o modelo desliza com conforto e chega facilmente a 120 km/h, para nossa surpresa.
O DS5 é um carro agradável, bonito, mas dispensaria com facilidade os modismos introduzidos pelos seus designers. Em vez disso, a Citroën poderia ter honrado o clássico DS e equipado seu carro com o "crème de la crème" dos sistemas eletrônicos como o ACC, que controla a distância dos veículos à frente, ou até o já cada vez mais comum "Park Assist", que ajuda a manobrar o carro no estacionamento. Os dois existem nos modelos considerados concorrentes pelos franceses como o Passat e o Volvo S60.
Talvez a Citroën não precisasse ir tão longe. Bastava ter dado uma suspensão independente para o DS5, um modelo que custa R$ 124.900 e usa barra de torção no eixo traseiro, coisa que é comum em carros populares. O DS original agradeceria.





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