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segunda-feira, 29 de abril de 2013

Peugeot 208 2014


O 208 cativa mesmo é a partir do momento que se entra nele. A arquitetura do interior é, sem dúvida, umas das mais felizes dos últimos anos. A Peugeot se esmerou em proporcionar prazer aos ocupantes, sobretudo o motorista. Exemplos disso são o volante oval de diâmetro menor e o painel elevado, que fica na linha de visão de quem dirige o carro. Os materiais são de bom gosto, sobretudo no Griffe, mais caro, há espaço de sobra para o passageiro da frente e uma fileira traseira bem mais confortável que a do 207.
A cereja no bolo é a central multimídia, sensível ao toque. Com uma interface atraente e várias funcionalidades, ela encanta em quase tudo. Em nosso test-drive, se sobressaiu o sistema GPS integrado, que foi preciso durante o trajeto entre o Rio de Janeiro e Búzios, escolhido como cenário do lançamento. O Bluetooth também funciona de forma prática como telefone, mas selecionar as músicas do smartphone foi uma tarefa mais complicada já que ele não reconheceu os artistas nem as listas de música. A tela responde rapidamente ao toque e é de fácil manuseio, mas só vem a partir da versão intermediária Allure.
Segundo a Peugeot, o 208 é praticamente idêntico ao produzido na Europa. Foram feitas pequenas alterações na entrada de ar (maior devido ao calor), na altura do solo, na posição do escapamento e no grafismo do painel, que aqui é mais bonito. 
A receita francesa só recebeu uma pitada de molho brasileiro na parte de motor e transmissão. A Peugeot optou por usar os mesmos motores do novo C3 por questão de escala. Com isso, o 208 pode usar o 1.5 flex de até 92 cv nas versões Active e Allure, e o 1.6 Flex Start, de 122 cv, na versão top Griffe. As duas transmissões também são velhas conhecidas dos clientes, tanta a manual de 5 marchas quanto a automática com opção sequencial no volante de 4 velocidades. 
Se a parte técnica é quase impecável no hatch, a estratégia da Peugeot é que confunde. A marca decidiu cobrar pelo 208 valores semelhantes aos do C3, alguns até superiores ao Citroën. É fato que o 208 é melhor carro que seu primo, com o qual compartilha vários componentes. O prazer de dirigir que ele entrega é muito maior que o do C3, apesar de ambos usarem os mesmos motores, câmbios, direção e suspensão.
A questão é que o 208 não é o real sucessor do 207, que se nunca foi um hatch popular também não custava tanto quanto o novo modelo. Embora exista a versão Active, por R$ 39.990, ela deve responder por um quarto apenas das 3 mil unidades que a Peugeot quer vender. Se tanto.
Isso porque o 208 começa a ficar interessante na versão Allure, que tem de série vários itens que são mandativos nesse segmento mais elevado de compactos como faróis de neblina, rodas de liga leve e, no caso dele, central multimídia e até teto solar panorâmico. Para isso, o cliente precisa desembolsar R$ 45.990, ou R$ 6 mil a mais.
O problema é que a versão Griffe tem atributos que podem deixar o cliente em dúvida. Ela troca os freios a disco sólido por ventilado, mais eficientes, substitui as rodas aro 15 por aro 16, e acrescenta vidros elétricos na traseira, ar condicionado digital de duas zonas, sensores crepuscular, de chuva e de estacionamento e piloto automático. Além disso, tem acabamento mais caprichado e motor mais forte, o 1.6 sem tanquinho de partida a frio. Aí já são R$ 50.690 na versão manual – quase R$ 5 mil a mais.

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